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Black Friday e Natal: varejo combina tecnologia e eficiência para evitar perdas

Planejamento de estoque, agilidade nos pagamentos e logística são prioridades para aproveitar o pico de vendas.

Black Friday e Natal: varejo combina tecnologia e eficiência para evitar perdas
Black Friday e Natal concentram mais de 35% das vendas de alguns negócios do varejo e exigem operações preparadas para atender ao aumento da demanda sem perder vendas por falta de produtos, filas ou falhas nos pagamentos. Para enfrentar o período, as empresas combinam Inteligência Artificial (IA), planejamento de estoque, eficiência logística e modernização do checkout.
Com as promoções distribuídas ao longo de novembro, no movimento conhecido como Black November, o planejamento de estoque precisa antecipar a procura e garantir a disponibilidade dos produtos nas lojas.
Rodrigo Mendonça, head de Payments da Midway, destaca que o período entre meados de novembro e o fim de dezembro concentra cerca de um terço das vendas do ano. A dimensão da operação torna o abastecimento um desafio: a Riachuelo tem 400 lojas, cada uma com uma média de 80 mil produtos, segundo o executivo. “Como que eu garanto que, se você for numa loja da Riachuelo, vai encontrar a calça que quer e do tamanho que quer? Isso é dificílimo”, afirma.
Quando se fala em previsão de demanda, a Inteligência Artificial tem contribuído para aprimorar as projeções. André Dela Togna, presidente comercial da Chilli Beans, destaca a importância da tecnologia nesse processo. “É um desafio fazer a projeção de venda ou forecast. A IA tem ajudado muito”, afirma.
O uso de dados e do histórico de vendas auxilia o planejamento do abastecimento e pode contribuir para reduzir rupturas. Para Dela Togna, também é fundamental aproveitar os investimentos feitos para atrair consumidores. “Nenhuma venda pode ser perdida. Esse é o grande desafio. A gente investe muito dinheiro para levar o cliente para dentro da loja, para levar o cliente para dentro do site.”
Black Friday e o impacto na logística e no checkout
O aumento das vendas online também pressiona os centros de distribuição, que precisam processar mais pedidos em períodos concentrados. Uma alternativa citada pelos executivos para reduzir prazos e custos de entrega é utilizar lojas físicas como minicentros de distribuição, no modelo ship from store. A estratégia aproxima os produtos dos consumidores e reduz a dependência de centros de distribuição centralizados.
Nas lojas, as filas podem afastar consumidores antes mesmo de chegarem ao caixa. Para reduzir esse obstáculo, as redes investem em autoatendimento (self-checkout) e checkout móvel, com funcionários que circulam pelo estabelecimento para concluir pagamentos.
Nos períodos de pico como a Black Friday e o Natal, a estabilidade da infraestrutura e a fluidez do checkout tornam-se fatores de sobrevivência para a receita. Maria Isabel Noronha, vice-presidente de Account Management da Adyen para América Latina, alerta que a dispersão de fornecedores de tecnologia costuma ser o principal gargalo operacional das grandes redes varejistas.
“Quanto mais intermediários tocando a cadeia de pagamentos, maiores são os pontos de atrito e de falha sistêmica. Em datas promocionais, quando cada segundo conta, ter uma plataforma única que centralize o processamento físico e digital não é apenas uma escolha técnica, é blindagem de faturamento.”
De acordo com a executiva, a modernização da infraestrutura em soluções de Comércio Unificado permite que grandes varejistas reduzam o tempo de transação no ponto de venda presencial de cerca de 40 para apenas 3 segundos, eliminando filas.
Além disso, a integração direta entre os estoques dos centros de distribuição e os terminais de pagamento em loja viabiliza a prateleira infinita, permitindo que o cliente finalize no caixa a compra de um item em falta na arara e o receba diretamente em sua residência.
Apesar do potencial da IA e de outras tecnologias, a inovação precisa caminhar junto com a eficiência operacional. Dela Togna ressalta a importância de equilibrar investimentos em novas soluções com as necessidades cotidianas do negócio. “Nós temos de falar de futuro e inovação, mas não podemos perder de vista a necessidade da eficiência para a operação que temos hoje.”
Os executivos participaram de mais uma edição do evento “Quando os líderes se encontram”, realizado pela Gouvêa Experience e pela Gouvêa Consulting, com apoio da Adyen. O encontro reuniu lideranças para debater como a inovação tecnológica e os dados impulsionam o varejo contemporâneo.
🗒️ Pesquisa, Redação e Edição: Carlos Martins
✍️ De M&C Media Labs | Mercado & Consumo
🌐 Acesse: wwww.passarefm.com.br
📸 Imagem/Reprodução

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