Produtos com proteína adicionada crescem 12% e chegam a 21% dos lares brasileiros
Os produtos com proteína adicionada ampliaram sua presença no consumo brasileiro. No ano móvel encerrado no primeiro trimestre de 2026, as vendas da categoria cresceram 12% em valor, na comparação com o mesmo período de 2025, e alcançaram 12,8 milhões de domicílios, o equivalente a 21% dos lares do País. Segundo a Worldpanel by Numerator, o mercado ganhou 4,1 milhões de lares compradores em um ano e avançou ao dobro do ritmo do mercado de proteínas em geral, que inclui alimentos como carne bovina e frango.
A expansão reflete a busca por produtos associados à saudabilidade e à praticidade, além do aumento da oferta em diferentes categorias. Para Daniela Jakobovski, diretora de Contas da Worldpanel by Numerator, os consumidores procuram maneiras convenientes de incorporar proteínas à rotina, sem abrir mão do custo-benefício.
O segmento ganhou impulso em 2023, quando registrou alta de 194% em valor sobre o ano móvel anterior. Desde 2024, o crescimento prosseguiu em ritmo mais moderado, acompanhado pela diversificação dos produtos e pela entrada de novas marcas.
Leites aromatizados ganham espaço
A diversificação também aparece no perfil dos lançamentos. Entre 2014 e 2023, os iogurtes concentraram 60% das novidades com proteína adicionada. No recorte de 2025 e 2026 analisado pela Worldpanel by Numerator, os leites aromatizados assumiram a liderança, com 52% dos lançamentos.
O atributo começa a avançar também em cremes e pastas doces para pão, bolos prontos e snacks. Outras oportunidades estão nos produtos lácteos e nos congelados, incluindo marmitas e refeições prontas, que combinam o apelo nutricional com a conveniência.
Nos lácteos, a possibilidade é associar proteína à indulgência, enquanto nas refeições prontas o diferencial está em oferecer praticidade. Embora a saudabilidade e a conveniência sejam os principais motivadores de consumo atualmente, a combinação desses atributos pode ampliar as ocasiões de compra.
Preço influencia as escolhas
O avanço das vendas em valor não significa que os consumidores estejam dispostos a gastar mais. Com a ampliação da oferta, os lares passaram a buscar marcas mais acessíveis e a reduzir os gastos com a categoria, sinalizando maior atenção à relação custo-benefício.
O comportamento também varia entre gerações. A geração Z lidera o consumo de produtos com proteína adicionada e demonstra maior interesse pela comunicação desse atributo. Já os millennials se destacam pelo consumo de proteína nas refeições, mas dão menos importância à adição do ingrediente aos produtos industrializados.
Para a Worldpanel by Numerator, ainda não é possível determinar quando o mercado atingirá um ponto de saturação. Embora o atributo esteja consolidado em categorias como iogurtes e leites aromatizados, sua presença em outros produtos é mais recente.
A manutenção da relevância dependerá, em parte, da capacidade das marcas de comunicar benefícios claros e diferenciados. “Os consumidores estão mais racionais e atentos ao que está no rótulo. Para preservar a relevância do atributo, a comunicação precisa deixar clara a quantidade de proteína correspondente à porção consumida em cada ocasião, e não apenas destacar o total presente na embalagem”, afirma Daniela Jakobovski.
🗒️ Pesquisa, Redação e Edição: Carlos Martins
✍️ Da Redação| Mercado & Consumo
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📸 Imagem/Reprodução





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