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Tigre, Coral, Votorantim e Deca lideram categorias de construção nas favelas

Segundo o Tracking das Favelas, obras e intervenções são realizadas em etapas, em um cenário de inflação e endividamento.

Tigre, Coral, Votorantim e Deca lideram categorias de construção nas favelas

Tigre, Coral, Suvinil, Votorantim e Deca aparecem entre as marcas mais lembradas e utilizadas por moradores de favelas e periferias brasileiras, segundo o Tracking das Favelas, do NÓS (Novo Outdoor Social). O estudo mostra, porém, diferenças entre as marcas quando o consumidor passa da lembrança e do uso para a intenção de compra e a preferência.

Em tubos e conexões, a Tigre registra 62,9% de awareness, 44,4% de compra e 32,5% de intenção de compra. A marca converte 54,5% dos compradores em preferência declarada e registra NPS de 74%. O índice de compra, porém, recuou em relação a 2024, quando chegava a 51,1%. Concorrentes como Amanco apresentaram reação no período mais recente.

No segmento de tintas, Coral e Suvinil apresentam índices próximos de lembrança e compra. A Coral registra 55,5% de awareness, contra 51,7% da Suvinil. No histórico de compra, os percentuais são de 37% e 35,3%, respectivamente.

Na intenção de compra, a Coral aparece com 28,2%, ante 24,5% da Suvinil. A preferência também é maior para a Coral, com 15,7%, contra 12,5%. O resultado representa uma mudança em relação a 2025. Entre os consumidores ativos, porém, a Suvinil apresenta NPS de 73%, enquanto a Coral registra 69%.

Em cimento, a Votorantim concentra 31,7% de awareness e 15,7% de compra. Nas etapas seguintes, os índices caem para 8,1% de intenção de compra e 4,2% de preferência. A preferência é de 5,4% entre os homens e 3,3% entre as mulheres. A Cauê aparece em uma escala menor, mas apresenta melhora nos índices de conversão mesmo sem grandes avanços no conhecimento da marca.

Entre louças e revestimentos, a Deca registra 31,5% de lembrança e 18,8% de compra. A marca também apresenta índices de 21,6% no atributo qualidade e 21,1% em facilidade de encontrar, além de associação com confiança. A intenção de compra da Deca chega a 8,6%, enquanto a preferência fica em 3,9%.

“A decisão de compra na favela envolve pragmatismo, orçamento e confiança. Na construção civil, estar presente na obra é apenas o primeiro passo. Entender esses microsmovimentos em cada etapa do funil é essencial para criar estratégias que não fique restritas à aquisição pontual, mas construam preferência duradoura”, afirma Emília Rabello, fundadora e sócia da NÓS.

Diferença com o mercado nacional

O estudo também compara o comportamento de consumo nas favelas com o cenário nacional da indústria de materiais de construção. No primeiro semestre de 2026, o faturamento da indústria brasileira de materiais recuou 3,4%. Com o resultado, a Abramat revisou para 0,5% a projeção de crescimento do setor para o ano.

Entre moradores de favelas, o levantamento aponta que as obras e intervenções são realizadas em etapas, em um cenário de inflação dos insumos e endividamento.

Os resultados também mostram diferenças entre o mercado nacional e o consumo nas comunidades. A Suvinil lidera há anos o Top of Mind nacional no segmento de tintas. Entre os moradores de favelas, porém, a Coral aparece em 2026 à frente em intenção de compra e preferência.

Considerando as marcas analisadas, Tigre e Coral são as únicas que convertem mais de 40% de seus compradores em preferência. As taxas são de 54,5% e 42,4%, respectivamente. Nas demais marcas, o índice fica abaixo de 27%. O NPS médio da categoria chega a 64%, enquanto a participação de promotores fica entre 71,9% e 77,9%.

 

🗒️ Pesquisa, Redação e Edição: Carlos Martins

✍️ Da Redação | Mercado & Consumo

🌐 Acesse: wwww.passarefm.com.br

📸 Imagem/Reprodução

 

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