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A opinião nada carinhosa de Ian Anderson sobre uma banda clássica do progressivo setentista

Ian Anderson passou boa parte da carreira convivendo com o rótulo de rock progressivo sem demonstrar grande entusiasmo por ele.

A opinião nada carinhosa de Ian Anderson sobre uma banda clássica do progressivo setentista

O Jethro Tull acabou associado ao gênero, mas seu líder sempre fez questão de lembrar que a banda circulava também por folk, hard rock, blues e outras referências. Quando o assunto chega a grupos como Genesis e Emerson, Lake & Palmer, sua posição fica ainda mais clara.

Em entrevista ao Louder, Anderson relembrou o momento em que o progressivo começou a ganhar contornos mais grandiosos no começo dos anos 1970. Segundo ele, com a chegada de nomes como ELP e Genesis, o estilo já começava a exagerar na própria fórmula.

"Eu nunca fui fã do Genesis, mas a musicalidade deles era incrível", afirmou. A crítica, portanto, não estava na capacidade técnica dos músicos, mas no tipo de música que produziam e na aura de excesso que cercava parte daquela cena.

A relação de Anderson com o Genesis era cheia dessas contradições. Em outra ocasião, ele chegou a destacar Tony Banks como o integrante mais talentoso do grupo, reconhecendo a importância do tecladista mesmo sem esconder que a banda como um todo nunca esteve entre suas preferidas.

Essa implicância também aparece na história de "Thick as a Brick", lançado pelo Jethro Tull em 1972. Anderson já explicou que o disco funcionava como uma paródia dos álbuns conceituais cada vez mais longos e pomposos daquela época, citando nominalmente Yes, King Crimson e o Genesis do início como exemplos do que pretendia satirizar.

A ironia é que "Thick as a Brick" acabou sendo consagrado justamente como um dos grandes trabalhos do rock progressivo. Anderson tentou zombar de alguns excessos do gênero e terminou criando um álbum que passou a ser tratado como clássico dentro da mesma categoria.

Décadas depois, sua avaliação sobre o Genesis continuou seguindo a mesma linha: respeito enorme pela competência musical, pouca identificação com o resultado. Para Anderson, talento nunca foi o problema - o problema era o que aquelas bandas faziam com ele.

 

🗒️ Pesquisa, Redação e Edição: Carlos Martins

✍️ Por Bruce William | Portal Whiplash.net

🌐 Acesse: wwww.passarefm.com.br

📸 Imagem/Reprodução

 

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