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Nos bares de Fortaleza, artistas que tiveram trabalho interrompido retomam com otimismo

Nos bares de Fortaleza, artistas que tiveram trabalho interrompido retomam com otimismo

Com saudade do público e fé nas vacinas, profissionais deste mercado voltam gradativamente a trabalhar e cantam o otimismo por dias melhores.

A pandemia ainda não acabou. Porém, com o processo de vacinação em andamento, diferentes setores buscam se reorganizar. Profissionais da música respiram esse otimismo em torno da retomada. São mães e pais de família que levam diversão a vários recantos de Fortaleza. 

“Ir aonde o povo está”, assim diz Milton Nascimento na canção “Nos bailes da vida”. Estas vozes divertem o público em bares, restaurantes, barracas de praia, espaços públicos e eventos particulares. Ocupam palcos da periferia à dita zona nobre.  

Ouvindo artistas do ramo, três constatações se repetem nos depoimentos. O primeiro é de que a imunização salva. Outro cenário apontado é o ânimo do público por diversão. Por sua vez, o desejo de dias melhores para o setor que parou completamente desde março de 2020. 

PRONTAS PARA LUTA 

O grupo “Essas Mulheres” surgiu no período da pandemia. É fruto da união de Mona Mendes (violonista e cantora), Patrícia Trajano (cantora), Flavia Soledade (percussionista) e Vladya Mendes. Assumindo diferentes formações (duo ou trio) tocam os grandes sucessos da MPB e do samba em barzinhos da cidade e Região Metropolitana. 

Depois da tempestade, os bons ventos querem soprar. “Está sendo satisfatório, tanto com a questão psicológica. Trabalhamos com o público, na rua. Vem sendo muito bom e com as vacinas, as pessoas estão frequentando mais os shows, os lugares. Queremos mais trabalho”. A conversa otimista é da cantora Patrícia Trajano.

ESPERANÇA 

O músico e diretor do Sindicato dos Músicos Profissionais no Estado do Ceará (Sindimuce), Daniel Domingues, avalia que o mercado volta gradativamente, mas a situação ainda é um pouco complicada. “O artista ainda trabalha para poder se alimentar”, explicita. 

Desde março do ano passado, o Sindimuce realiza ações solidárias para arrecadar cestas básicas e pagar contas de água e luz de parte dos profissionais da música. "Nossa área foi a que recebeu a maior pancada. Nosso meio, nosso trabalho foi o primeiro a parar e o último a voltar. Fomos um dos mais prejudicados com essa pandemia”. 

Mesmo com o cenário de retomada, o Sindimuce realiza campanha solidária para quem ainda segue afetado pela crise sanitária. A partir de R$ 1, via pix, você pode ajudar um artista que leva alegria e cultura para o povo. “Fé em Deus que a turma vai se reorganizar e retomar normalmente a vida, como todos estão”, finaliza Daniel Domingues. 


Pesquisa, Redação e Edição: Carlos Martins

Por Antonio Laudenir

Fonte: Portal Diário do Nordeste

Foto: Reprodução